Temos a considerar vários tipos de produtos obtidos de espécies vegetais, não necessariamente sempre líquidos. Podemos referir os seguintes, utilizados regularmente nos compostos de borracha:
Em Portugal os plastificantes de origem vegetal mais utilizados são sem dúvida os que são obtidos das espécies coníferas, nomeadamente do pinheiro (pinus pinaster). Daí se obtém o óleo de resina, o alcatrão de pinho, a resina colofónia e o tall oil (este é um co-produto obtido do tratamento da polpa da madeira de pinheiro).
O óleo de girassol está a ser utilizado pela Michelin no fabrico de pneus. O óleo castor (óleo de rícino ou de mamona) é utilizado pela indústria brasileira da borracha, país onde abunda o arbusto da família das Euforbiáceas, conhecido por mamoneira (espécie Ricinus communis line), de cujas sementes é extraído aquele óleo. Em Portugal este óleo tem uma aplicação relativamente reduzida na Indústria da Borracha, sendo utilizado em formulações muito especiais, como por exemplo, sacos para vulcanização de pneus. O mesmo acontece com o óleo de milho, também utilizado com êxito, na mesma aplicação.
O óleo de soja epoxidado (epoxydized soybean oil) tem também uma reduzida utilização na produção de compostos de borracha sendo, contudo, muito utilizado na formulação de PVC.
O breu e a resina colofónia, por desempenharem mais propriamente uma função de Agentes de Pegajosidade, serão analisados na página com este título.
Vamos de seguida efectuar uma análise dos vários tipos de óleos vegetais mais utilizados.
